domingo, 15 de agosto de 2010

Jogadores Estrangeiros: Carlitos Tévez


Informações pessoais

Nome completo Carlos Alberto Martínez
Nasc: 05/02/1984, local de nasc. Ciudadela - Argentina
Altura 1,73 m, peso 70 kg, destro
Apelidos: El Rey, Carlitos, El Apache, Sir Charles, El León, El Loco, Argentinian

Carreira:
Posição Atacante

Medalhas
Jogos Olímpicos
Ouro Atenas 2004 Equipe

Títulos
Boca Juniors
Primera División: 2003 (Apertura)
Copa Libertadores da América: 2003
Copa Sul-Americana: 2004
Copa Europeia/Sul-Americana: 2003

Corinthians
Campeonato Brasileiro: 2005

Manchester United
Premier League: 2008-09
Carling Cup: 2008-09
FA Community Shield: 2008
UEFA Champions League: 2007-08
Mundial de Clubes da FIFA: 2008

Seleção Argentina
Olimpíadas: Medalha de ouro
Sul-Americano Sub-20: 2003

Corinthians
Foi a principal contratação da MSI, que trouxera para o clube ainda seu compatriota Sebastián "Sebá" Domínguez e o meia Carlos Alberto, destaque da equipe portuguesa do Porto que no ano anterior conquistara a Liga dos Campeões da UEFA, além do Mundial Interclubes.
Posteriormente, para treinar o clube, viria ainda um novo compatriota, Daniel Passarella.
A parceria também traria Roger, Nilmar, Gustavo Nery e um dos grandes amigos de Tévez, Javier Mascherano.
A vida conjugal de Carlitos também voltou aos eixos, com ele retomando o relacionamento com a ex-noiva, que dera à luz a sua filha Florencia.
A identificação de Tévez com a torcida coritiana foi imediata, gerando um frenesi que chegou a ser comparado com ídolos como Sócrates, Neto e Marcelinho Carioca.
Mesmo com o time demorando a engrenar, sendo eliminado no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil, além de obter resultados ruins no Campeonato Brasileiro - Passarella caiu após uma derrota de 0 x 5 no clássico contra o São Paulo, a mania em torno de Tévez só crescia entre os alvinegros.
Não demorou a roubar o lugar e o número 10 de Gil, que acabaria negociado com o futebol japonês.
A disposição de Carlitos em campo, lutando pela bola sem fugir das divididas, encantava os torcedores.
Os mais entusiasmados não só adquiriam as camisas corintianas com o nome e número de Tévez (o caso de sete em cada dez camisas vendidas do clube), mas também as da Seleção Argentina de Futebol, além de adotar o chapéu de pescador que o ídolo costumava usar fora dos gramados.
Até uma chupeta alusiva à filha Florencia tornou-se item muito usado.
Após tropeços nos clássicos contra São Paulo e Santos (o time de Robinho e Giovanni o vencera por 4 x 2 na Vila Belmiro), o Corinthians conseguiu a liderança do Brasileirão ao final do primeiro turno.
Contra o outro rival, o Palmeiras, Tévez teve seu melhor desempenho em clássicos, vencendo um dos jogos e marcando o gol de empate no outro deixando o zagueiro Carlos Gamarra no chão.
A vingança contra o Santos veio com um implacável 7 x 1 no Pacaembu, com ele marcando três vezes.
Com o presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, notório torcedor do Corinthians.
O quarto título brasileiro foi conquistado sob polêmica: no escândalo de manipulação de resultados que envolveu o árbitro Edílson Pereira de Carvalho, alguns jogos do Corinthians apitados por este foram remarcados, e o clube faturou pontos perdidos - incluindo os da derrota de 2 x 4 para o Santos. Outro árbitro, Márcio Rezende de Freitas, também geraria controvérsias no confronto direto entre os dois clubes que disputavam o título, Corinthians x Internacional, ao não marcar visível pênalti sobre Tinga, que poderia dar a vitória aos colorados. A taça terminaria faturada com três pontos de diferença, sendo que os alvinegros haviam conseguido recuperar quatro nos jogos remarcados.
Alheio a tais fatores, Tévez sacramentou sua consagração. Marcou no total 20 gols, ficando em terceiro na artilharia (atrás de Romário, do Vasco da Gama, e de Róbson, do Paysandu), e por pouco não superando os 21 gols de Luizão, máximo artilheiro corintiano em uma única edição do torneio.
Foi eleito ainda o melhor jogador do campeonato, faturando a Bola de Ouro da Revista Placar.
Foi instantâneo (ganhar o coração dos corintianos). Eles logo se deram conta de que vim para dar o máximo, que não pensava em me poupar. E me bancaram até a morte. (...) Eu me identifiquei muito com os corintianos.
É gente humilde, sofrida, de bairros pobres. Igualzinho aos torcedores do Boca. Fico encantado que me vejam como um.
Se o Corinthians não me quiser, eu não jogo mais no Brasil. Virei torcedor do Corinthians. Quando eu parar (de jogar), se o Corinthians enfrentar o Boca, terei de torcer por um empate.
Sua identificação com a torcida corintiana
A conturbada saída
No entanto, Carlitos não demoraria muito no time.
Por muitos fatores, sua saída do Corinthians começou a ser especulada em 2006.
Um destes foi a traumática eliminação na Taça Libertadores da América: nas oitavas-de-final o clube enfrentou o River Plate.
Tévez e Corinthians tinham motivações extras contra o adversário: para Carlitos, era o rival de seu amado Boca Juniors; para os alvinegros, era a chance da revanche contra a equipe que os eliminou em casa no torneio de 2003, decretando uma crise que só passaria justamente em 2005.
Porém, uma nova eliminação gerou grande revolta ainda dentro do estádio do Pacaembu, depredado por segmentos mais exaltados da torcida, que queriam invadir o campo.
Tévez se assustou, inclusive porque sua filha Florencia estava no estádio. Quando foi à Argentina se apresentar à seleção para ir à Copa do Mundo de 2006, levou todos os seus objetos pessoais para sua casa em Buenos Aires.
O iraniano Kia Joorabchian, representante da MSI, teria começado a oferecê-lo para clubes como Milan e Manchester United.
A experiência de atuar na Europa durante a Copa, realizada na Alemanha, também alimentou os boatos de que Tévez iria embora. Quando voltou, o técnico Emerson Leão resolveu tirar-lhe a braçadeira de capitão, com a justificativa de que não entendia o que ele falava.
Leão também fazia declarações xenófobas contra os argentinos. A consumação da saída veio quando o argentino comprou briga contra a torcida que tanto o idolatrava após comemorar um gol contra o Fortaleza pedindo silêncio, revoltado com as vaias dirigidas a seus companheiros.
A situação ficou insustentável para ele, que encontrou desavenças também com a diretoria.
Joorabchian, então, negociou-o, juntamente com o amigo e colega Mascherano, para a pequena equipe inglesa do West Ham United, no último dia do fechamento do mercado europeu para o ínicio da temporada 2006/07.
A briga com a Fiel e a breve passagem pelo Corinthians, porém, não o impediu de ser lembrado por alguns ilustres torcedores meses mais tarde. Em dezembro a Placar publicou uma edição especial que elegia os melhores times hipotéticos dos doze maiores clubes brasileiros, baseado nas indicações mais votadas de famosos torcedores de cada uma. Tévez foi o quarto atacante mais votado no Corinthians, escolhido por Washington Olivetto, Silvio Lancellotti e José Geraldo Couto.

0 comentários:

 
© 2009 Template feito por Matheus Rodrigues Downloadcp